Após pesquisa, psicóloga em MG fala sobre monitoramento de filhos na web

Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp. A nova geração está conectada com as redes sociais cada vez mais cedo. E essa interatividade tem levantado a bandeira da “preocupação”, principalmente dos pais com os filhos. Recentemente o assunto foi tema de uma pesquisa nacional. Já no Triângulo Mineiro, a pauta é discutida entre famílias e ganhou espaço para análise de uma psicóloga.

Um estudo da Intel Security examina globalmente os comportamentos online e hábitos nas redes sociais de crianças e adolescentes com idades entre oito e 16 anos. A pesquisa mostra que um em cada três (33%) filhos muda o comportamento quando sabem que os pais estão vigiando e cerca de metade das crianças e adolescentes brasileiros (48%) dizem esconder algumas das atividades dos pais.

Entre as atividades que os filhos disseram que já fizeram online estão: 35% dizem já ter jogado jogos de vídeogame com um estranho, 13% dizem ter acessado pornografia, 6% dizem ter apostado em jogos, 4% já compartilharam ou postaram fotos e mensagens íntimas, 3% já enviaram fotos inapropriadas de si mesmo para outra pessoa e 1% diz ter comprado drogas ou álcool. Mais da metade (54%) dos filhos entrevistados disseram nunca terem feito qualquer uma dessas atividades.

A pesquisa, realizada com 1.014 participantes, incluindo pais e filhos em todo no Brasil, foi divulgada na semana passada. Quase todos os pais (97%) afirmaram já ter tido alguma discussão com o filho sobre os riscos das mídias sociais. A maioria deles (84%) disse que já tentou monitorar comportamento.

A psicóloga de Uberlândia Vanessa Coelho acredita que sobre o comportamento de crianças e adolescentes nas redes sociais existem duas vertentes. “Os adolescentes vão pedir privacidade. Já as crianças têm que ter um adulto ao lado, pois estão mais susceptíveis aos malefícios provenientes de sites ou chats. Independentemente do caso, os pais têm saber o que está acontecendo com os filhos na web”, disse.

Vanessa Coelho explicou que pais devem sempre ser amigos dos filhos, conversar e dar liberdade para que eles também possam dialogar. “Se tem um bom diálogo em casa não haverá invasão de privacidade, pois os pais já saberão o que está acontecendo. Se não há um bom relacionamento, os filhos acabam omitindo informações, talvez por medo de retaliação ou por saber que estão fazendo algo que os pais não aprovariam”, disse.

Em casos onde há falta de informação, a psicóloga orienta utilizar o recurso de colocar o computador em um local de passagem, de fácil visibilidade para os pais. Ela disse ainda que as crianças conseguem compreender a conversa quando há a apresentação dos riscos que se pode ter com certo comportamento online. “Um bom diálogo evita muitos problemas futuros. Nenhuma pessoa quer ser prejudicada, até mesmo a criança. Se na conversa mostrar consequências, haverá compreensão”, afirmou.

Internet, bullying, celular, redes sociais (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)Pais contam que tem medo de filhos se relacionarem com estranhos (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

Pais e filhos
Lilian Vilas Boas é pedagoga e tem três filhos (nove, 12 e 15 anos). Todos, conectados à internet. Ela contou ao G1 que na casa dela não há proibição quando o assunto é rede social, mas que estipula algumas “regrinhas” para que nada saia do controle. A conversa é um item indispensável.

Como mãe ela quer saber com quem os filhos conversam e sobre o quê. Dentre os medos dela estão o bulling, a pedofilia e a possibilidade de más influências. “Controlo o acesso, mas respeitando a individualidade. O combinado é: se quer usufruir tem que seguir as regras – nada de palavreado ou imagens impróprias. A conscientização é o caminho mais demorado, mas é o mais firme também”, disse.

O empresário Paulo Roberto Borges também comentou sobre o assunto. Ele tem duas filhas de nove e 12 anos e um enteado de 12. Ele acredita que atualmente as crianças e adolescentes dormem e acordam com internet e, por isso, todo cuidado é pouco. “Sempre falo para terem cuidado. Não chego a olhar as conversas, mas não deixo de conversar. O certo era nem ter rede social nessa idade, mas já que tem deve prestar atenção”, disse.

Paulo Roberto acrescentou que nunca teve problemas com os filhos e que segue a regra: falar e confiar. “Tem muitos pais que batem de frente e isso acaba intimidando os filhos a terem um diálogo aberto. Com isso há possibilidade de mentiras ou omissão de informações”, ressaltou.

Assim como os pais, os filhos também se mostram atentos. Luana Medeiros, de 12 anos, contou que sempre escuta os conselhos dos pais e que sabe que o meio online tem seus perigos. Ela disse também que usa a web para jogar, estudar e conversar. Para ela, os estranhos passam longe da rede social.

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