Assessoria de imprensa em tempos de Facebook

Escrito por Aline Cambuy (*)

Com 83% dos internautas brasileiros conectados ao Facebook, a rede social tornou-se uma das mais originais fontes de informação, principalmente para a nova geração. Explorar, descobrir e repercutir notícias são os motes que levam no Brasil a rede social a ter mais de 89 milhões de pessoas cadastradas e quase 1,4 bilhão no mundo. Dentro deste cenário, é inegável a importância das assessorias de imprensa estarem presentes, relacionarem-se com o público e monitorarem informações nas redes sociais. E, além disso, produzir informação de qualidade, pois são nas redes sociais também que se disputa o espaço para o cliente.

Recentemente, profissionais de relações públicas e jornalistas de todo o mundo participaram de uma pesquisa da empresa holandesa ING sobre a papel das mídias sociais na comunicação. Uma das conclusões que a pesquisa traz é de que as mídias sociais não são só a principal fonte de informação os internautas em geral, mas também para os jornalistas, os tradicionais produtores de notícias.

Mesmo com um grau de confiabilidade baixo com relação a outras fontes de notícias, como a televisão e os jornais impressos, 50% dos entrevistados disseram usar as mídias sociais como principal recurso para encontrar informações e 68% dos jornalistas acreditam que não podem mais operar sem as mídias sociais. Não tem volta. Cada vez mais a imprensa tradicional usará o conteúdo gerado na esfera virtual.

face-logo-artigoNo jogo da confiabilidade, amigos, familiares e profissionais próximos se tornaram fontes importantes para a produção de pautas na imprensa. São eles que selecionam, comentam e ainda por cima acrescentam análises.

Os assessores vêm utilizando muito mais as redes sociais como ferramenta de comunicação. Abandonou-se há muito tempo o telex, o fax, mas utiliza-se ainda o e-mail, o telefone e agora o Messenger, o Twitter ou o WhatsApp. Se ficou mais fácil atingir o desejado contato, o assessor concorre com milhares de fontes. Antes, a ideia era atingir o editor ou um único pauteiro. Agora, sem dia e sem horário, o jornalista pode decidir trabalhar uma pauta porque um amigo dele o marcou em um post.

O que vemos bastante são as assessorias utilizando suas fan pages somente para apresentar os resultados de clipping dos seus clientes e não exatamente para veicular releases ou informações. Uma das dificuldades é alinhar a linguagem das redes sociais ao conteúdo corporativo, mas isso é possível e ainda contamos com recursos de fotos e vídeos que podem e devem ser explorados para chamar ainda mais a atenção de quem navega pela web. Uma outra é que os posts aparecem no feed somente para uma parte dos fãs, de 3% a 10%, e é difícil formar um público exclusivamente de jornalistas. Para isso, as ferramentas de anúncios pagos são aliadas para atingir o público, permitindo refinar e direcionar as informações. É possível direcionar os posts com base em informações demográficas como localização, idade, gênero e interesses. É possível também incluir um mailing de contatos e o post será exibido somente para este público.

Diferentemente da informação compartilhada sem compromisso, por trás de um post de assessoria devem vir asseguradas a confiabilidade e a certeza do atendimento às necessidades do jornalista, itens que nem sempre podem ser verificáveis em um conteúdo postado por um amigo ou por um familiar. E, claro, as métricas, antes utilizadas somente por profissionais de marketing para mensurar resultados, mostram-se cada vez mais essenciais tanto para veículos de imprensa como para as assessorias.

(*) Jornalista, coordenadora da Talk Assessoria de Comunicação.

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