CasINha: Design Art

A Mesa Escultura do designer Giuseppe Scapinelli é feita de jacarandá maciço com detalhes em metal (Fotos: Divulgação)

Peças exclusivas, únicas ou seriadas. A Ida – Feira de Design do Rio apresenta entre os dias 10 e 13 setembro peças de artistas brasileiros em um imenso pavilhão, na Praça Mauá. A segunda edição do evento vai reunir galerias, com obras de Design Art, moderno e contemporâneo, de grandes nomes do mercado. Um comitê foi responsável pela seleção das peças. Entre os nomes, o designer Zanini de Zanine, filho de Zanine Caldas, que recebe este ano uma homenagem especial.  Uma exposição vai mostrar as mais importantes obras do arquiteto baiano, conhecido como Mestre da Madeira e que morreu em 2001.

Novo Ambiente  apresenta o banco Igarapé, em metal revestido em madeira

O Brasil tem cada vez mais destaque no chamado Design Art. Para Brenda Valansi, uma das curadoras da Ida, além das boas referências com antigos designers brasileiros, a nova safra é conectada com as tendências do mundo. “O artista brasileiro é muito criativo, muito antenado, busca muitas informações, em vários lugares”, disse Brenda, em entrevista para casINha.

A Ida acontece durante a ArtRio, quando ocorrem quatro feiras paralelas e cerca de 80 exposições e eventos de arte por toda a cidade. Além das galerias, o pavilhão 4 da Praça Mauá, onde o evento de design será realizado, também terá palestras e debates. “O design autoral, o lado mais artístico do design, vem crescendo muito nos últimos 10 anos.  Mas muita gente não conhecia nossos designers apesar do serem já reconhecidos no mundo. A ideia da Ida é divulgar e mostrar o que está sendo feito por aqui”, revela Brenda.

O arquiteto baiano Zanine Caldas terá uma exposição com suas obras na Ida

Confira a entrevista

O que faz o Brasil ter destaque no design art?

Como nas artes plásticas, o artista brasileiro é muito criativo, muito antenado, busca muitas informações, em vários lugares. O Brasil não tem uma arte focada só no Brasil, no regional, mas uma arte internacional exatamente por ter essa conexão com o mundo. Os designers atuais têm também uma referência muito forte nos antigos designers, uma referência muito boa.

A preocupação com sustentabilidade faz parte da nova geração…

É recorrente em todas as obras. Entre os mais novos não há como pensar uma obra sem considerar todo o processo, a sustentabilidade.

A Escrivaninha Alexis, do Studio Ignez Ferraz, é homenagem ao corredor olímpico Alex Schwazer, suspenso em 2012 por exame antidoping dar positivo e que irá retornar no evento no Rio 2016

Como o design tem transformado o jeito de viver das pessoas?

Para as pessoas que reconhecem o Design Art, a estética é um dos pontos consideráveis na sua vida. Faz toda a diferença. Pela funcionalidade e pela estética. É como uma alma. Muda completamente o ambiente.

No Brasil, você acredita que o design ainda é muito segmentado ou pode ampliar o alcance?

A ideia é ampliar, tocar as pessoas. As pessoas precisam conhecer, ter acesso ao Design Art. Mesmo que não vá adquirir naquele momento, por não ter condições, o mais importante é perceber a diferença que podem fazer no ambiente das casas.

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