A crise chegou às redes sociais?

Qual o reflexo do desemprego nas redes sociais? A mudança no comportamento do usuário na internet e a preferência por determinadas plataformas tem chamado a atenção nesse período onde o desemprego volta tomar conta dos noticiários. No artigo veja o crescimento do LinkedIn e a relação com a crise.

No Brasil, o Facebook continua sendo a rede social com maior número de usuários. De acordo com a própria empresa, já são 92 milhões de brasileiros cadastrados, quase metade da população do país. Entretanto, chama a atenção o crescimento do LinkedIn, plataforma de contatos profissionais que chegou por aqui em 2010 e em 2012 já possuía 10 milhões de usuários. Um ano depois o número subiu para 15 milhões e em 2015 chegou ao impressionante número de 20 milhões de usuários.

Quem é usuário ativo do LinkedIn já deve ter notado que começou a aparecer frequentemente pedidos de conexões de pessoas que você não faz a mínima ideia de quem sejam. Sem mais, sem menos, começam a aparecer atualizações de empregos, cursos e experiências profissionais de colegas que apenas tinham um perfil. O que essas pessoas têm em comum? O desemprego ou, como dizem, a busca por uma recolocação no mercado de trabalho (as estatísticas do IBGE mostram que a taxa de desocupação já chegou a 8%, altíssima para um país que se mantinha entre 4 e 4,5% mesmo em meio à recessão da economia mundial). Pois é, parece que a crise – ou o reflexo dela – chegou às redes sociais.

Numa breve verificação destes “novos usuários”, além da busca por um trabalho, é possível perceber que eles possuem em comum a baixa escolaridade, pouca ou nenhuma experiência profissional relevante; não falam um segundo idioma, não desenvolveram projetos e não apresentam nenhum diferencial. E agora? O like em postagens mostra quem está antenado nas novidades e interessado em se atualizar, mas também denuncia quem apenas está à procura de uma oportunidade de trabalho. Basta uma breve análise dos perfis.

E quem também anda de olho no LinkedIn é o segmento de serviços. Basta atualizar o perfil com uma competência e lá vem uma empresa da área afim dizendo “Olha, se precisar, estou aqui”; ou “Tenho o que você procura, posso lhe enviar uma proposta?”. Ao mesmo que mostra que as empresas estão atentas à rede e procurando ser assertivas, revela certo desespero, em uma ação um tanto invasiva.

Conclusão? Como diz o velho ditado, quando a água bate na bunda, aprende-se a nadar. Nesse caso, na hora do desespero, as pessoas aprendem a explorar um campo mais sério em outras redes sociais, compreendem que manter um perfil atualizado pode gerar uma oportunidade de emprego e percebem a importância do networking, mesmo no online.

Lição? Estudar, buscar qualificação e relacionamento profissional são essenciais sempre. É preciso atitude. Caso contrário você não entra na lista de procurados por empresas ou pessoas influentes. Nesta está quem já faz isso há mais tempo. Afinal, quem você acha que entra no filtro das companhias que buscam profissionais diferenciados?

É como o Inbound Marketing – também chamado de marketing receptivo ou de atração, pois desenvolve ações e compartilha conteúdo de interesse, que fazem com que os interessados cheguem até o produto. Ao contrário do outbound marketing, conhecido como o maketing de intromissão, que tenta de empurrar um produto ou serviço a todo custo, independentemente do momento. O primeiro é encontrado; o segundo chega ao cliente sem ser convidado.

No mercado de trabalho também é assim. E você, o que prefere? Ser encontrado ou bancar o inconveniente? Nunca é tarde para atualizar o perfil, fazer contatos e montar uma rede de relacionamentos profissionais. Contudo, lembre-se que nesse mundo digital a ideia é compartilhar e não apenas absorver.

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