Internet no Brasil 2015 (estatísticas)

Para realizar projetos com base nas características do público, projetistas e gestores de mídias digitais precisam conhecer tendências e contextos genéricos de acesso através de dados estatísticos. Informações sobre o uso da Internet no Brasil publicados em noticiários e órgãos especializados, ajudam esta tarefa.

62% das empresas compram pela internet, mas só 21% vendem pela rede. Em 2014, 62% das empresas brasileiras usaram a rede para comprar, mas apenas 21% para vender. 53% sustentaram que isso aconteceu porque seus produtos não eram adequados para venda online, quase a mesma proporção (51%) alegou simplesmente preferir o modelo atual. Da pequena parcela que usava a internet para oferecer serviços e produtos, o canal preferencialmente utilizado (79%) ainda foi o email. (Convergência Digital,  TIC Empresas, do Cetic.br , acesso em 11.8.2015)

Banda larga: Brasil aparece com segundo preço mais barato na América Latina. Pesquisa realizada em 2014 considerou 1.391 planos de oferta de serviços fixos de 48 operadoras, em 20 países latino-americanos. O levantamento mostrou avanços positivos em toda a região, como a redução de 16%, em média, no preço da banda larga fixa em 2014 e de cerca de 30% nos últimos quatro anos. O Brasil apareceu em segundo lugar entre os preços mais baratos de banda larga fixa, com um valor mensal de 12,4 USD PPP (dólar/paridade de poder de compra), atrás apenas da Costa Rica, onde o pacote custava 9,8 USD PPP por mês, com impostos. A Argentina apresentou preço mais caro, com 59 USD PPP. Considerando os planos que mais refletiam a realidade de cada país, o Brasil apareceu como o preço mensal mais barato da América Latina. Também levando-se em conta o que é chamado de “plano típico”, o estudo mostrou que Brasil e Uruguai ocuparam as duas primeiras posições em termos de maiores velocidades oferecidas. No Brasil, a quase dobrou frente a 2013. (Convergência Digital,  dados do Instituto de Estudos Peruanos Aileen Agüero, a partir de levantamento feito pela rede de Diálogo Regional sobre Sociedad de la Información, com metodologia da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, acesso em 11.8.2015)

Pela primeira vez, celulares são o principal meio de acesso à internet dos jovens brasileiros. Pesquisa realizada entre outubro de 2014 e fevereiro 2015 mostrou que o telefone celular foi o principal meio de acesso à internet no Brasil entre usuários de 9 a 17 anos de idade. A parcela dos que acessaram a rede por meio de dispositivos móveis passou de 53%, em 2013, para 82% em 2014. O uso de tablets com esta finalidade passou de 16% para 32%.  O acesso por meio de PCs, que caiu de 71% para 56%. Dos brasileiros de 10 a 17 anos entrevistados, 77% acessavam a internet (20,5 milhões de pessoas). Na faixa entre 9 e 17 anos, 81% utilizavam a rede todos os dias ou quase todos os dias (63% em 2013). A sala de casa foi o principal local de acesso para 81% dos jovens entrevistados, mas o quarto foi o local preferido, chegando a 73% (57% em 2013). Quanto às atividades online, o acesso a redes sociais predominou (73%). O Facebook foi utilizado por 78% dos usuários de internet entre 9 a 17 anos. Entre os de 15 a 17 anos, o uso se estendeu a 95%, e, entre os de 9 e 10 anos, a 43%. O Instagram foi a segunda rede social preferida (24%), seguido do Twitter (15%). 44% dos jovens de 11 a 17 anos de idade não sabiam mudar as preferências de privacidade no perfil nas redes sociais, 36% não sabiam bloquear mensagens de uma pessoa, e 72% não sabiam mudar as preferências de filtros. 15% dos entrevistados disseram ter sido tratados de maneira ofensiva por alguém na rede; 21% já viram mensagens de ódio online contra pessoas ou grupos de pessoas; e 10% tiveram informações pessoais usadas online de uma forma que não gostaram. (O Globo, dados pesquisa nacional TIC Kids On-line 2014, acesso em 29.7.2015)

Brasileiro passa em média 5,3 horas por dia no computador pessoal, diz pesquisa. Pesquisa realizada em junho de 2015  com mil internautas de todas as regiões do país e maiores de 18 anos mostrou que os brasileiros passavam em média 5,3 horas na frente do computador pessoal todos os dias. As famílias tinham em média 1,9 computador, compartilhado na maior parte das vezes por 2 pessoas. 56% citaram o notebook como o principal computador pessoal do domicílio, à frente de desktops (31% dos respondentes). Tablets ficaram em terceiro, com 7% do total das respostas, seguidos pelos notebooks 2 em 1 (2%), all-in-ones (2%) e outros dispositivos (3%). O computador ainda foi o dispositivo preferido para uso doméstico, como assistir a filmes (85%), navegar na internet (74%) e acessar e-mails (73%). A única das atividades na qual os consumidores preferiram o tablet ao computador foi a comunicação com amigos e familiares, em que 51% dos usuários afirmaram que o tablet foi a primeira opção. 3% afirmaram utilizar os dispositivos para games.
46% dos entrevistados tinham planos de comprar novo computador nos próximos seis meses. 34% afirmaram que seu principal computador doméstico estava em uso há mais de dois anos. Na hora da compra de um novo computador, 57% dos entrevistados afirmaram que buscavam em primeiro lugar um bom processador, seguido pela marca (22%) e memória RAM (8%). 33% afirmaram que preferiram lojas online para efetuar a compra, contra 19% de lojas físicas. Pouco mais de um quarto (29%) levou em consideração opiniões e avaliações online. 80% dos consumidores afirmaram que os smartphones seriam o principal ponto de acesso à internet nos próximos dez anos. (CanalTech, dados da Dell, em parceria com Ibope Conecta, acesso em 26.7.2015)

O que falta para a internet brasileira ser tão rápida quanto a da Coreia do Sul? A velocidade média da internet brasileira é de 3,4 Mbps, dando ao País o 89º lugar no ranking mundial. O índice fica abaixo da média mundial (5 Mbps) e de vizinhos como Argentina, Chile e Uruguai. Com relação à internet móvel também abordada pelo estudo da Akamai, o Brasil ficou na 82ª posição do mundo, com uma média de 2,5 Mbps, dessa vez atrás de Venezuela e Paraguai – algo curioso, já que a média de velocidade das conexões fixas desses países estava entre as piores da América Latina.  (Olhar Digital, dados do relatório “State of the Internet”, elaborado pela empresa Akamai, acesso em 29.5.2015)

 Peso econômico da internet no país já supera o de áreas tradicionais. Em 2014, a receita das mais de 139,7 mil empresas de internet ultrapassou R$ 144 bilhões, crescimento de 12,5% em comparação com 2013. O setor representou 1,74% da receita de R$ 8,28 trilhões obtida por todas as empresas brasileiras no ano. É mais que setores como alimentação fora de casa (1,13%), educação (1,03%), produtos têxteis (0,71%) e transporte aéreo (0,44%). A maior parte dos negócios de internet no país (42%) tem receita de até R$ 360 mil. O crescimento nesse segmento foi de 7,9%, influenciado pela abertura de empresas iniciantes. Ao todo, as companhias de internet empregaram 370,5 mil pessoas, com incremento de 7,6% em 12 meses.  (TI Notícias/Valor Econômico, dados Abranet/IBPT, acesso em 13.5.2015)

  Provedores Internet mostram força na banda larga fixa. O Brasil fechou março deste ano com 24,43 milhões de acessos de banda larga fixa, crescimento de 0,6% em relação ao mês anterior. Em janeiro e fevereiro, o crescimento foi de 0,6% e 0,71%, respectivamente, o que se traduziu em penetração de 36,97% dos domicílios. (Convergência Digital, dados Anatel, acesso em 12.5.2015)

  IBGE: renda e escolaridade têm relação direta com acesso à internet. (Valor Econômico, dados IBGE, acesso em 4.5.2015)

  Por que o jornalismo online ainda é pouco confiável? Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia divulgada em 2015, 48% dos brasileiros usavam a internet e ficavam cinco horas conectados por dia (tempo superior ao gasto com a televisão). Entre esses, 92% estavam conectados por meio de redes sociais, pricipalmente o Facebook (83%), o Whatsapp (58%) e o Youtube (17%). 67% dos que acessavam internet estavam em busca de notícias. Queriam não só receber, mas também compartilhar, comentar e produzir informações. Mas o estudo conclui: “Respectivamente, 71%, 69% e 67% dos entrevistados disseram confiar pouco ou nada nas notícias veiculadas nas redes sociais, blogs e sites” (p. 8). (Observatório da Imprensa, dados Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, acesso em 4.5.2015)

  Em 2013, 7,2 milhões de brasileiros entraram na internet somente por meio de tablet e celular. 7,2 milhões de pessoas — ou 4,1% da população do país — utilizaram somente aparelhos como smartphones e tablets para se conectar à internet em 2013 (quando 45,3% dos brasileiros usavam o computador para entrar na internet – em 2011, eram 46,5%).  O acesso por celular esteve presente em mais da metade (53,6%) dos lares brasileiros. Já o tablet existia em 17,2% dos domicílios. Entre as residências com internet, 97,7% tinham banda larga (24,1 milhões conectavam-se por banda larga fixa e 13,6 milhões, por banda larga móvel). 11,6% dos domicílios (3,6 milhões) acessavam a internet somente por dispositivos como celular e tablet. O microcomputador foi o principal meio de acesso na maioria dos lares (88,6%), mas no Norte, 8,7% da população usava apenas equipamentos como tablets e celulares para se conectar à internet. A região tinha 38,6% de sua população com acesso à internet, dos quais 29,9% usavam o computador. No Centro-Oeste 4,4% das pessoas utilizavam apenas esses outros aparelhos. O percentual da população que utilizava somente telefone celular ou tablet para se conectar já superava a fatia dos usuários do computador no Sergipe, Pará, Roraima, Amapá e Amazonas. Neste último, o percentual que usava exclusivamente dispositivos móveis chegava a 39,6%, contra 11,1% que preferem o computador. Já no Rio de Janeiro, a proporção era inversa: 43% utilizavam somente o computador, enquanto 7,7% escolheram acessar a rede por dispositivos móveis. (O Globo, dados Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), acesso em 30.4.2015)

  Comércio eletrônico: com dólar em alta, Brasil despenca em ranking global. O Brasil caiu no ranking global do varejo online entre 2014 e 2015, do 7º para o 21º lugar entre os 30 principais países com maior atratividade no comércio eletrônico. A queda só foi superada pela da Argentina, em recessão, que caiu 18 posições, e ficou à frente apenas da Irlanda. No entanto, em 2014, o varejo eletrônico brasileiro movimentou US$ 13 bilhões (R$ 39 bilhões) e cresceu 18%. Isso fez do Brasil o 9º maior mercado em vendas entre 98 países analisados. Com 106 milhões de usuários de internet e 60 milhões de consumidores online, o varejo online brasileiro, mesmo com a crise e a estagnação econômica, deve crescer 20% em 2015. É que em períodos de enfraquecimento da economia, como em 2009, o setor avançou, pois as pessoas pesquisavam preços antes de comprar, prática mais fácil online. Como o ranking foi feito a partir do faturamento em dólar, com a desvalorização do real o mercado brasileiro encolheu em moeda estrangeira, o que pesou 40% no cálculo do indicador. As deficiências em infraestrutura também pesaram, mas influenciaram pouco o resultado porque o mercado se concentrou no Sudeste do país, região com melhor infraestrutura. Com crescimento de 15%, os EUA retomaram a liderança do ranking, ocupada pela China desde 2009. Uma parcela da queda do Brasil no ranking foi devido à evolução positiva dos EUA e dos países europeus há até pouco tempo debilitados pela crise. Países asiáticos, como Japão e Coreia do Sul também perderam posições no ranking global devido ao avanço de economias desenvolvidas e a uma certa saturação dos mercados. Em 2014, as vendas globais online atingiram 800 bilhões de dólares e cresceram 20%. (Convergência Digital, dados consultoria A.T. Kearney, acesso em 8.4.2015)

  Smartphones ficam imunes à crise no Brasil e 4G vira ‘objeto de consumo’. Omercado de celulares inteligentes encerrou 2014 com recorde de vendas no último trimestre. Foram vendidos cerca de 54.5 milhões de smartphones no ano, 55%a mais que em 2013 (5.2 milhões). O estudo mostra também que, somando a categoria de feature phones, o mercado de celulares encerrou 2014 em alta de 7%, com um total de 70.3 milhões de aparelhos comercializados. Isso fez com que o país fechasse 2014 na 4ª colocação entre os maiores mercados do mundo, atrás da China, Estados Unidos e Índia. 95% do mercado está concentrado em seis grandes marcas, algo que não acontece em outros países emergentes. O Brasil teve recorde de vendas de smartphones no 4º trimestre de 2014. Foram 16.2 milhões de celulares inteligentes vendidos, alta de 43% e 14% na comparação com 4º trimestre de 2013 e 3º trimestre de 2014, respectivamente. 15% dos aparelhos vendidos em 2014 tinham acesso a 4G. (Convergência Digital, dados IDC Brasil, acesso em 8.4.2015)

  Brasileiros seguem sem querer pagar pelo uso dos aplicativos. Pesquisa divulgada em 1 de abril de 2015 mostra que 73% dos usuários afirmaram que nunca pagariam por aplicativo, enquanto 83% disseram que nunca pagariam por um aplicativo de serviço. Dentre os apps gratuitos, a maioria dos entrevistados declarou procurar programas de diversão e entretenimento e 4 em cada 10 entrevistados mencionaram possuir todos os aplicativos que precisavam. Os usuários brasileiros ficaram mais tempo com os seus smartphones do que antes. A pesquisa aponta ainda que 40% das pessoas disseram não ter utilizado exclusivamente o computador em 2014. Em 2013, essa porcentagem era de 28%. (Convergência Digital, dados IbopePlus/Qualcomm, acesso em 8.4.2015)

  OTTs crescem 164% e 80% checam smartphones a cada 30 minutos. Pesquisa divulgada em abril de 2015 mostra que 90% dos entrevistados usaram redes sociais pelo celular, e 89% se comunicaram por meio de mensagens over-the-top (OTT). O uso desses serviços aumentou 164% em um ano, enquanto os serviços de voz comuns caíram 64%. Por isso, 36% dos usuários checaram os smartphones a cada 5 minutos nos dias de semana, 24% a cada 15 minutos, 20% de meia em meia hora. 80% dos usuários brasileiros pesquisados olhavam para a tela do aparelho pelo menos uma vez a cada 30 minutos. Houve diminuição de 77% para 70% no número de usuários que ouviam música pelo celular, e de 66% para 58% no recebimento e envio de e-mails. Também diminuiu o uso diário de serviços ou aplicativos de e-commerce pelo dispositivo móvel: de 29% em 2013 para 13% em 2014. 100% dos usuários com smartphone possuíam algum tipo de acesso à internet, sendo 80% por rede móvel 3G/4G e 20% com acesso à banda larga fixa via Wi-Fi. Donos de smartphone sem acesso 3G/4Gnão contrataram as teles devido aos altos preços e ao limite da franquia de dados. Os pacotes pré-pagos dominaram as ofertas das teles – 60%. Aumentou 14% de 2013 para 2014 o gasto médio do brasileiro para comprar novo celular, de R$ 700 para R$ 900. 19% dos brasileiros tinham smartphone com sistemas iOS, Android ou Windows Phone, e 7% smartphones com sistemas como BlackBerry e Bada. 67% adquiriram um smartphone para se manter conectado o tempo todo, pela conveniência de fazer várias coisas ao mesmo tempo (50%) e pelo acesso às as redes sociais (30%). A internet foi mais usada para envio de mensagens (61%), trabalho (26%) e estudo (13%).  (Convergência Digital, dados Ibope/Qualcomm, acesso em 8.4.2015)

  Brasileiros reagem à espionagem e rejeitam repasse de dados por empresas de tecnologia. Apenas um em cada quatro brasileiros concorda que o governo deve monitorar e vigiar os dados de Internet e de telefonia da população. 65% dos brasileiros ouvidos em pesquisa reprovam que autoridades interceptem, armazenem ou analisem dados da rede mundial de computadores ou da telefonia móvel; 25% são a favor e outros 10% não souberam responder. A reprovação nacional é seis pontos percentuais maior que a média dos demais países, que ficou em 59%. A necessidade de monitoramento dividiu entrevistados países como Grã Bretanha, Canadá, Holanda, Nova Zelândia, África do Sul e EUA, que tiveram menos de 10 pontos percentuais de diferença entre os que são a favor e contra. A pesquisa mostrou também que o Brasil foi o país com maior índice de rejeição à ideia de que as empresas de tecnologia devam repassar dados aos governos como forma de segurança, 78%. Ao todo, 55% acreditam que os dados devem ser repassados apenas com ordem judicial, com uso de critérios transparentes. Também ficamos no topo como população mais propensa a reclamar do governo na Internet, caso tenha ciência de que seus dados estão sendo vigiados (29%). Segundo o levantamento, 80% dos brasileiros reprovaram a prática de espionagem norte-americana. Foi a segunda maior taxa do mundo, atrás apenas da Alemanha (81%). O menor índice de reprovação da espionagem veio da França (56%) –a pesquisa foi realizada após o ataque à revista Charlie Hebdo. Em junho de 2013, o ex-consultor da NSA (sigla em inglês da Agência Nacional de Segurança), Edward Snowden, afirmou que Brasília fez parte de uma rede de 16 bases de espionagem operadas pelos serviços de inteligência dos EUA, que espionaram milhares de chamadas telefônicas e e-mails.  (Convergência Digital, dados YouGov, a pedido da organização Anistia Internacional, acesso em 2.4.2015)

  Só um terço dos municípios regulamentou a Lei de Acesso à Informação. A maioria dos estados já regulamentou a Lei de Acesso à Informação 12.527/2011) – que garante aos cidadãos acesso a informações produzidas ou mantidas pelas administrações públicas. Feito entre os meses de fevereiro e março deste 2015, o levantamento indicou que em 81% dos estados – incluindo o Distrito Federal – a regulamentação existia. Com relação aos municípios acima de 100 mil habitantes – o que já incluía as capitais – em apenas 36% foi localizada regulamentação da Lei de Acesso à Informação. Nas capitais, a maioria – 20, das 26 – já contava com regulamentação da Lei. Eram elas Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Teresina e Vitória. Manaus, Belém e Natal contavam com a regulamentação da LAI, embora os respectivos estados, não. Porto Velho, Boa Vista, São Luis, João Pessoa e Aracaju não o fizeram. E o Amapá foi a única unidade da federação em que nem o estado, nem a capital regulamentaram a Lei.  (Convergência Digital, dados Controladoria Geral da União, acesso em 2.4.2015)

PROTESTE: Internautas ficam sem a velocidade contratada na banda larga fixa. Mais da metade (56%) dos consumidores que utilizaram o medidor da PROTESTE para monitorar a taxa recebida da operadora de internet apontou velocidade abaixo da contratada na banda larga fixa. E 65,2% se mostraram insatisfeitos com a velocidade entregue. Pelas regras de qualidade da internet fixa estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas são obrigadas a oferecer uma velocidade mínima para a banda larga. A velocidade instantânea entregue deve ser, no mínimo, 40% do contratado em 95% dos acessos. E a velocidade média mensal deve ser no mínimo 80% da velocidade contratada. Segundo o PROTESTE, desde o lançamento do medidor, 128 mil usuários se cadastraram e 5 mil responderam a pesquisa realizada pela PROTESTE. Dos que afirmaram que a taxa média de velocidade recebida era inferior à contratada, 19% apontaram diferença de 10% a menos. E 14% dos entrevistados detectaram nas medições taxa de velocidade 50% menor do que a contratada. O pior caso foi o da operadora Sky, em que 19,2% dos entrevistados apontaram que a velocidade média gerada no relatório do medidor era 60% menor do que a contratada. Clientes da Embratel e Sercomtel apontaram que a taxa de velocidade medida era 40% menor do que a contratada, com 33,3% e 50,0% de respostas, respectivamente. E 24,1% dos consumidores com planos de banda larga da Algar Telecom, afirmaram receber taxa de velocidade 30% inferior ao estipulado em contrato.  (Convergência Digital, dados Proteste, acesso em 2.4.2015)

  Brasil é o sétimo país no ranking global de uso da Internet. O Chile foi o país pesquisado com maior proporção de adultos que usavam a rede mundial diariamente (83%). Nessa relação o Brasil apareceu em sétimo (75%). Nicarágua e Uganda, ambos com 32% de uso diário pelos adultos, foram os últimos da lista. Entre os pesquisados, 86% disseram usar a rede para se manter em contato com amigos e familiares – sendo que 82% o faziam por meio de aplicativos como Facebook, Twitter ou redes sociais locais (a proporção no Brasil foi  igual à média de 82%). A busca por notícias foi o segundo uso, com 54%. O Brasil apareceu com 58%, mesmo percentual daqueles que costumavam usar a rede para obter informações sobre saúde. Entre os países avaliados, saúde respondeu por 46% das respostas sobre o uso da Internet, 42% buscaram informações sobre serviços públicos (47% no Brasil). Música e filmes (72%), esportes (56%) e comentários sobre produtos comprados (37%) foram os assuntos mais comentados nas redes sociais. Política foi o menos comentado (34%). No Brasil, os percentuais foram, respectivamente, 80%, 61%, 58% e 33%. Ainda nos principais usos da rede, a busca por emprego apareceu com 35%. Apenas 22% do total disseram usar a Internet em transações financeiras, bancárias. E somente 16% faziam compras online. No Brasil, 31% disseram adquirir produtos pela rede, enquanto 26% fizeram ou receberam pagamentos. Na Polônia (58%) e na China (52%) comprar pela rede era mais comum. A atividade online menos frequente era o estudo. Em geral somente 13% nos países analisados assistiram a uma aula pela rede ou fizeram algum curso que emite certificado. O índice foi maior no Brasil, onde chegou a 21%. O destaque foi a Colômbia, com 30%. (Convergência Digital, dados Pew Research, acesso em 23.3.2015)

  Mulheres ultrapassam homens no consumo pela internet. 67% das mulheres são consumidoras online, e os homens são 65%. Os itens mais comprados são livros (33%), artigos de moda (32%), sapatos (30%). Os homens preferem artigos eletrônicos (39%), e 24% preferem livros. (Convergência Digital, dados Forrester Research, acesso em 23.3.2015)

  74% dos brasileiros cedem diversos tipos de informações, como geolocalização, contatos, fotos, senhas, pacote de dados do aparelho, que podem ser usadas por criminosos em busca de ganho financeiro. Em sua grande maioria, os usuários desconhecem quais informações estão cedendo aos desenvolvedores de aplicativos e que comprometem sua privacidade e os expõem a riscos. Outros dados da pesquisa: 81% dos entrevistados não sabem que aplicativos podem modificar seus favoritos no celular; 75% não sabem que permitem o acesso à câmera e microfone do smartphone; 38% estão dispostos a permitir que os aplicativos usem mais a bateria para obter um aplicativo gratuito; 45% sabem que estão cedendo a localização de seu aparelho aos desenvolvedores; 1 em cada cinco consumidores permite que um aplicativo controle o quanto usa de seu pacote de dados. (Convergência Digital, dados Symantec, acesso em 24.2.2015)

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