O impacto do ‘pensamento’ da Geração Y na construção das marcas

Escrito por Natalia Fernandes (*)

Será que existe uma única forma correta de ser definir o que é família e como ela é formada? Em um mundo globalizado onde passamos diariamente por constantes mudanças e transformações o fato é que existem inúmeras maneiras de pensar sobre esse e muitos outros conceitos.

O Núcleo de Tendências e Pesquisa do Espaço Experiência da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS realizou a 3ª edição do Projeto 18/34, que investigou as ideias e aspirações da Geração Y sobre conceito de família.

De acordo com 1,5 mil jovens de 18 a 34 anos de todas as regiões do País, o conceito de família está baseado prioritariamente no afeto, do que em relações de sangue, parentesco ou casamento.

No entanto, ficou claro que ainda existe a necessidade de laços familiares, pois 88,1% dos entrevistados disseram que ela é fundamental ou muito importante, mas, os atributos essenciais para uma família ideal é amor, respeito e diálogo.

Quando questionados sobre que tipo de família menos agrada, a opção “nenhuma” foi predominante em todas as regiões. Ou seja, estamos em uma era, onde nossos jovens, intitulados como Geração Y, leva muito mais em consideração a liberdade de cada um escolher o melhor para si, do que um formato pré-estabelecido onde se considera apenas ‘homem + mulher + filhos’ como conceito familiar.

Apesar de entre os mais conservadores o entendimento de família continuar o mesmo, é importante ressaltar que a cada dia e a cada nova geração a maior parte da população segue em seu modo de pensar as mudanças de comportamento, religião, socioculturais e econômicas da sociedade.

Essa é uma geração que está deixando o que era previamente estabelecido não só no conceito familiar, mas em muitas outras esferas. A Geração Y é constituída de jovens que possuem uma visão mais prática da vida.

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(Imagem: Reprodução/crossknowledge.com)

Outra afirmação da pesquisa que retrata bem essa nova maneira de pensar, é que 52,9% acreditam que as figuras paternas e maternas não estão vinculadas ao gênero e que qualquer pessoa pode representar as duas figuras, assim como, ao serem questionados sobre as tarefas que devem ser desempenhadas pela mãe ou pelo pai, a resposta mais recebida foi a de que ambos poderiam realizar qualquer uma.

Em relação à opção sexual, 72,1% se declaram heterossexuais, 16,1% homossexuais e 11,8% bissexuais.

O fato é que a sociedade evoluiu em todos os aspectos, inclusive familiar, e que as marcas como influenciadoras devem estar atentas a todas essas mudanças de pensamento e comportamento, principalmente devido à facilidade de acesso a informações e ampla divulgação de tudo o que acontece devido à tecnologia e principalmente ao uso contínuo das mídias sociais.

Outra conclusão da pesquisa é que acessar as redes sociais é a atividade preferida de 72,7% dos entrevistados em relação às opções de lazer, na frente de atividades como ir a festas, ouvir músicas e praticar esportes. A importância da internet também ficou evidente: 92,9% dos entrevistados a consideram como importante no dia a dia.

Ou seja, em uma sociedade onde se faz cada vez mais necessário o contato direto das marcas com seus consumidores é de extrema importância que se tenha um planejamento e posicionamento claro em relação a questões como essa. Afinal, muito já se viu por aí marcas sendo destruídas devido à ‘pré-conceitos’ que não mais condizem com o pensamento dessa Geração.

Além do mais, a luta por melhores direitos na sociedade como um todo vem agregando valores que os consumidores esperam ver representados nas marcas. É necessária que se tenha uma visão mais descentralizada, participativa e universal. As marcas assim como os jovens devem estar abertas a todas as mudanças sociais.

Mais do que discutir diferentes conceitos de família ou como as marcas estão se posicionando em relação a esse e outros assuntos, o que quero deixar claro aqui é que independente de opiniões e pensamentos divergentes é primordial que se tenha respeito por todo e qualquer individuo, só a partir dessa base as marcas conseguirão construir uma identidade sólida que atraia e fidelize consumidores.

(*) Sócia da Agência Zaru Comunicação.

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