Vício por internet

perigos-da-internet-virusO barco vira mesmo quando o acesso às redes sociais se torna compulsão. A psicóloga Kimberly Young, do Centro Médico Bradford, nos Estados Unidos, dá pistas sobre o vício: sentir-se cada vez mais com vontade de usar as mídias, conectar-se para livrar-se dos problemas, ficar triste ou incomodado quando não pode acessá-las e utilizar tanto que há repercussões negativas em seus relacionamentos.

“O primeiro passo para solucionar a compulsão é admitir sua existência. O segundo é reduzir drasticamente o tempo on-line. Em vez de se atualizar nas redes a cada minuto, proponho só duas vezes por dia”, diz Kimberly. Se o usuário desconfia que já perdeu o controle, tem de pedir apoio. “Na dúvida, vale procurar um psicólogo, que vai avaliar o caso e, se julgar necessário, também fazer o encaminhamento ao psiquiatra”, sugere a psicóloga Dora Góes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Mas, antes de sair por aí pensando em desativar os perfis no Face, Insta e cia., saiba que não é todo internauta que está na zona de risco da dependência digital. Para a maioria, a solução é assumir uma postura mais moderada e ativa nas redes. Quem assina embaixo é o psicólogo americano Ethan Kross, da Universidade de Michigan. Durante duas semanas, ele e sua equipe analisaram o comportamento de 84 universitários. Os voluntários foram orientados a usar o Facebook por dez minutos e, por meio de mensagens de texto por celular, responder o que estavam sentindo naquele momento. “Quanto mais passivos os usuários, mais tristes e invejosos eles são”, constata Kross. “Ao bisbilhotar a vida digital dos outros, essas pessoas tendem a achar que a delas é a mais desinteressante de todas”, analisa o estudioso.

A pesquisadora Hanna Krasnova, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, concorda. Para evitar a famigerada depressão de Faceboook, recomenda aos usuários só compartilhar informações relevantes, interagir com os amigos virtuais e, em hipótese alguma, comparar sua vida à dos demais. “As redes sociais, por si só, não fazem bem ou mal. Tudo depende do uso que fazemos delas”, pondera. Evitar exageros e ter uma postura ativa, sem cair na hiperexposição, parece uma das formas de desfrutar melhor desse ambiente.

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